Fulgurações Atmosféricas

Reproduzimos aqui o texto publicado originalmente no n.º34 da revista de divulgação científica “Ciência Hoje”, escrito pelo Professor Janos Pelmonte quando do lançamento do seu vídeo-livro “Das Fulgurações Atmosféricas”.  

Como Tudo Começou

As informações sobre esse interessante e já corriqueiro fenômeno têm sido contraditórias. A imprensa, sobretudo, tem dado as mais engenhosas interpretações acerca da origem e da causa desses flashes noturnos, como são popularmente chamados. Por isso gostaria de lançar, sem trocadilho, alguma luz sobre o caso, não apenas na qualidade de astrônomo chefe do Observatório Astronômico da Universidade da Chapada dos Veadeiros, mas principalmente como aficionado por fenômenos meteorológicos inexplicáveis. Ressalto essa última condição porque pretendo evitar a linguagem técnica pouco acessível para a maioria dos leitores, da qual não pude me livrar completamente em minha mais recente publicação sobre o assunto.  

Inicio, portanto, por relembrar que as primeiras fulgurações começaram a ser observadas há sete anos e foram relatadas pelos habitantes de Vila Sem Poste, no Estado de Tocantins do Sul. Na época o fenômeno foi tratado com estardalhaço momentâneo, porém ficou restrito ao bem conhecido folclore das aparições celestes inexplicáveis. A mídia local fez o seu papel e o caso foi esquecido em pouco tempo. Alguns meses depois, entretanto, precisamente em quatro de outubro daquele ano, ocorreu o que ficou conhecido por todos como “O Grande Flash”. A partir das dezenove horas e quatro minutos daquele dia os céus da cidade de São Joaquim foram iluminados por um número incalculável de flashes. As medições possíveis de serem realizadas no local indicaram que milhares dessas luzes espocaram a intervalos de meio segundo, ininterruptamente, durante nove horas e trinta e seis minutos. Esse tempo foi suficiente para serem investigadas por todos os meios então disponíveis, desde caças da aeronáutica da Base Aérea de Florianópolis até os satélites de observação do Centro Meteorológico de Porto Alegre. Foram sondadas e analisadas por todos os instrumentos existentes no observatório do Instituto de Astrofísica da Universidade do Cone Sul e vistas a olho nu por toda a população, que não dormiu aquela noite. Vale lembrar que fazia uma bela noite de primavera, com céu límpido, sem uma única nuvem. Os aviões chegaram ao local às dez horas e treze minutos e corajosamente passearam por entre as fulgurações. Nada foi detectado nos instrumentos. Não houve qualquer registro de alteração de temperatura, pressão atmosférica, radiação de qualquer tipo e mais uma centena de medições excessivamente técnicas para serem abordadas aqui. Ou seja, embora todos tenham observado o fenômeno, este simplesmente não existia para os instrumentos, nem mesmo para os mais modernos equipamentos de registro óptico. As imagens geradas ao vivo pela TV local mostravam apenas um profundo céu pontilhado de estrelas. Tudo indicava que apenas os olhos desarmados conseguiam captar o fenômeno. Observou-se, à época, que os cães, gatos, cavalos e outros animais domésticos também davam mostras de perceberem o que ocorria. A partir daquela data, como todos sabem, o fenômeno passou a ser observado em um número sempre crescente de locais em todo o mundo, até se manifestar por toda parte, várias vezes ao ano.

Postulou-se, inclusive, que os cegos também seriam sensíveis ao fenômeno! A partir daí as especulações só aumentaram e os místicos de todo o mundo saíram a campo alardeando o fim dos tempos, falando em emanações de protoplasma, em contato com os desencarnados, e todos sabem o volume inacreditável de literatura que foi produzido sobre o tema desde então. Os meus colegas cientistas, a quem peço desculpas por esta leve admoestação, deixaram de se pronunciar a respeito a partir do momento em que ficou patente a sua incapacidade de tratar o fenômeno de acordo com o método científico ortodoxo. Como sempre acontece nesses casos, a ciência ignorou que algo de anormal estivesse acontecendo. Um eminente astrônomo da Universidade do Colorado, cujo nome prefiro omitir, disse recentemente em cadeia internacional de televisão que nada estava efetivamente acontecendo e tudo não passava de uma alucinaçãoem massa. Constrangido, teve que admitir ser ele mesmo vítima da sua teoria, pois naquele momento foi convidado a olhar o céu noturno por uma janela do estúdio e lá estava o fenômeno em todo o seu esplendor.

É esse, sinteticamente, o panorama atual. Passo, doravante, a expor um resumo das minhas investigações, bem como minha própria interpretação dos fatos como eles se apresentam. O fenômeno que estudamos tem algumas características que, embora óbvias, necessitam ser claramente enumeradas, conforme segue:

As Características observáveis do fenômeno

1-As luzes aparecem sempre à noite. Durante o dia, ou não ocorrem ou não são observáveis. Todas as observações, inclusive as minhas pessoais, dão conta de que o fenômeno se inicia cerca de uma hora após o pôr-do-sol e se prolonga por toda noite, até pouco antes do amanhecer.

2- Embora a primeira observação tenha sido registrada no Brasil Central, não é certo que não tenha havido outras anteriores em outros locais. O fenômeno ocorre em todo planeta, porém, após anos de observações, ficou comprovado que este se repete sobre determinadas regiões do globo. No Brasil Central, por exemplo, foram observadas, nos últimos seis anos, dezoito manifestações com uma média de três por ano, a intervalos irregulares, porém todas ocorreram num raio de cerca de duzentos quilômetros tomando-se a Vila Sem Poste como centro. O mesmo tem acontecido em noventa e quatro dentre as cento e doze localidades que relataram o fenômeno até hoje.

3- As luzes são detectáveis apenas pelos olhos humanos e de outros animais. Observações mais acuradas e pesquisas realizadas por mim, tanto na Universidade da Chapada dos Veadeiros quanto em outras universidades do País e do exterior para onde fui como pesquisador convidado, comprovaram que os cegos não conseguem perceber o fenômeno. Os animais, ao menos aqueles pesquisados, reagem às fulgurações.

 4- As luzes não são detectáveis por quaisquer instrumentos científicos conhecidos até o momento. Também não podem ser registradas por nenhum dos equipamentos de registro ou de transmissão de imagens existentes.  A utilização de telescópios, lunetas e similares só são possíveis para os instrumentos mais simples e de observação direta, uma vez que as fulgurações não são refletidas por espelhos. Pesquisadores a bordo do conhecido laboratório espacial brasileiro Espaçolabor, em órbita ao redor da Terra, puderam apenas vislumbrar o fenômeno.

 5- As fulgurações apresentam-se como pequenos flashes de luz branca intermitente, intensa, muito próximos uns dos outros e ocupam uma área média estimada de duzentos quilômetros quadrados e uma profundidade de cerca de um quilômetro, a uma distância de cerca de dois mil metros de altitude. O aspecto geral é de uma gigantesca nuvem luminosa e cintilante concentrada num ponto específico do céu.

A partir das características acima descritas e, sobretudo, da incapacidade de se conseguir avaliar o fenômeno utilizando-se o método científico ortodoxo, resolvi inverter o foco das minhas investigações, colocando-o não no fenômeno, mas no observador. Aliás, considero bastante estranho que ninguém tenha procurado abordar o assunto dessa maneira. Para isso montei um posto de observação próximo à Vila Sem Poste e há três anos venho desenvolvendo alguns experimentos em mim mesmo e em outros voluntários, enquanto nós todos observávamos as fulgurações, no que contei com a ajuda inestimável do Professor Doutor Ênio Passos e sua equipe, da faculdade de medicina da UCV.

As pesquisas em Vila Sem Poste

O Posto de observação montadoem Vila Sem Postenão é nada mais que uma pequena chácara alugada, próxima à Vila, para onde levamos uns colchões, alguns instrumentos ópticos e o equipamento de diagnóstico mais simples, desses presentes em qualquer consultório médico moderno. Eu e mais quatro pesquisadores passamos a residir no sítio graças à subvenção e ao patrocínio da UCV e da Ong Clarão nos Céus. Os demais voluntários eram todos moradores da Vila e acorriam ao posto sempre que as fulgurações se manifestavam. Os resultados que obtivemos no exame clínico dos voluntários, enquanto estes observavam o fenômeno, foram os seguintes:

1- As fulgurações são percebidas voluntária ou involuntariamente, ou seja, não é necessário intentar conscientemente, bastando para isso que o observador esteja em local onde possa visualizá-la.

2- Contrariamente ao que era de se esperar, as pupilas dos observadores dilatam-se sensivelmente ao invés de se contraírem.

3- Em todos os casos, sem exceção, foi registrada alteração de batimentos cardíacos nos observadores. A despeito da excitação que o fenômeno causa em voluntários que o observam pela primeira vez, a pulsação fica sensivelmente mais lenta. Registramos um caso em que uma voluntária teve seu ritmo cardíaco reduzido para trinta e oito batimentos por minuto, sem apresentar qualquer outro sintoma associado.

4- A Pressão arterial também sofre ligeira baixa, sem, entretanto causar desconforto ou outra sintomatologia associada.

5- Foi registrado, em todos os casos pesquisados, um expressivo aumento de atividade cerebral no lóbulo parietal.

6- Todos os voluntários relataram a sensação de perda dos limites sensoriais do próprio corpo e um fraco zumbido nos ouvidos, mesmo aqueles que observaram o fenômeno em posição deitada, ou seja, sem que houvesse a natural pressão sobre a coluna cervical provocada pela posição vertical, onde é preciso erguer a cabeça para melhor observar as fulgurações.

7- Pessoas com os olhos fechados não vêem as fulgurações e não apresentam quaisquer dos sintomas acima relatados.

8- Pessoas expostas ao fenômeno por dez vezes ou mais passaram a ver as fulguraçõesem sonho. Foramouvidos quarenta e oito voluntários nessas condições e todos relataram que os sonhos onde as fulgurações aparecem são extremamente vívidos, detalhados e coerentes, além de permitirem a manutenção de um alto grau de lucidez, percepção sensorial e volição, ou seja, controle dos próprios atos durante o sonho. Tais sonhos ocorrem com maior freqüência logo após cada observação. No meu caso particular e para mais onze voluntários do meu grupo de pesquisas, todos moradores de Vila Sem Poste que participaram de um número de observações superior a vinte, os sonhos ocorrem ao menos uma vez por mês, involuntariamente.

9- Eu mesmo e mais quatro pesquisadores, que já observamos o fenômeno mais de trinta vezes, temos tido alguma facilidade em manter esses sonhos pelo que julgamos ser um longo tempo, embora seja difícil avaliar objetivamente quanto tempo, de fato, sonha-se esse tipo particular de sonho. É importante acrescentar serem poucas as pessoas em todo o mundo que observaram o fenômeno tantas vezes, e se nos foi possível uma exposição tão freqüente às fulgurações foi porque temos corrido o planeta ao encontro delas. 

A Partir dessas constatações resolvemos focalizar as pesquisas nos sonhos produzidos naquelas pessoas submetidas a longas e repetidas exposições ao fenômeno. 

O professor Antonio Carlos Yole, da Universidade de São Paulo, que se juntou ao meu grupo de pesquisas há dois anos e que já vinha observando o fenômeno das fulgurações desde as suas primeiras manifestações concordou em submeter-se a um experimento, sob condições controladas, em nosso centro de pesquisas na UCV, monitorado pelo Doutor Ênio Passos e sua equipe. Adianto que, até então, todos os que sonhávamos com as fulgurações podíamos explorar a vontade o universo onírico, deslocando-nos com extrema facilidade e percorrendo paisagens e lugares incrivelmente reais, como dissemos acima. Nenhum de nós, entretanto, havia permanecido adormecido por tempo suficiente para que notássemos algo diverso de paisagens extremamente nítidas e complexas. No experimento com o Professor Yole, que durou treze horas, foi possível detectar exatamente o início do que chamamos de “sonho especial” e também o seu término, tanto pelo inusitado movimento circunvolutivo do globo ocular como pela redução anormal dos indicadores biológicos gerais e pela intensa atividade cerebral. Cito, neste artigo, apenas alguns aspectos bastante intrigantes do sonho do Professor Yole e que se constituem, afinal, no cerne da minha versão sobre as fulgurações atmosféricas. O relato completo do sonho encontra-se no vídeo-livro que lançamos sobre o assunto.

Aspectos do sonho do Professor Yole

Antes de tudo é preciso deixar claro que o Professor Yole é um pesquisador sério, dedicado e absolutamente digno de confiança. Tem cinqüenta anos, é Mestre em física com doutorado e pós-doutoradoem cosmologia. Diga-sede passagem, que o Professor Yole, além de cientista renomado, é membro da Sociedade Internacional dos Céticos, da qual foi presidente durante dois anos. Também é praticante de ioga há mais de trinta anos. Este breve perfil é necessário para afastar qualquer suposição de tentativa de mistificação dos fatos.

O sonho do Professor pode ser dividido em três etapas:

1- Hiper-realidade

Nesta etapa o Professor Yole relata que num dado momento de um sonho comum se viu cercado pelas fulgurações. Como já lhe ocorrera em sonhos anteriores teve imediatamente ampliada a sua consciência, volição e níveis de percepção sensorial. Em seguida passou a caminhar por um intrincado bosque riquíssimo em detalhes e dotado de elevadíssimo grau de realidade, por onde passeou e se entreteve por um tempo que lhe pareceu bastante longo. Cabe acrescentar que a experiência descrita é bastante semelhante, nesta etapa, à de todos os demais voluntários.

2- Limbo

Nesta etapa, jamais percebida por qualquer dos outros voluntários, o professor relata que a paisagem onde estava diluiu-se para dar lugar a uma planície imersa em uma densa neblina âmbar, por onde perambulou longamente. Era impossível distinguir os seus limites ou a presença de qualquer objeto. O termo “Limbo” foi sugerido pelo próprio Professor Yole.

3- Presença

O Professor descreve que, num dado momento, conseguiu discernir o que ele considera a presença de alguém a quem não podia ver, mas que lhe falou claramente. O mais impressionante dessa etapa foi o curto diálogo que se desenvolveu. O Professor relata que sentiu a imperiosa necessidade de perguntar o que eram as fulgurações. Uma voz feminina disse-lhe que as fulgurações são “um fenômeno natural observável e perceptível por todos os seres vivos. Um tipo de energia sutil desconhecida pelos seres humanos modernos. Têm a propriedade de atualizar e desenvolver potencialidades perceptivas que permitem ampliar os contatos dos humanos com inteligências situadas fora do universo humano de interações”. Em seguida, a voz convidou-o a acompanhá-la. A partir desse momento o Professor não se recorda de mais nada.

Supomos que foi justamente nesse ponto que o acordamos, pois os indicadores vitais do professor apresentavam-se tão alarmantes que tivemos que interromper a experiência. O seu retorno à condição desperta não foi, entretanto, imediato. Na verdade o Professor permaneceu por seis dias em estado de consciência alterada e só retomou o seu estado normal após ser intensamente medicado. Mesmo assim continuou sofrendo de crises momentâneas de alienação que se repetiram de tempos em tempos durante seis meses e só foram debeladas, supomos, em função da extrema habilidade do professor em controlar suas funções físicas e mentais mediante a prática da ioga. Tivemos notícia de um experimento semelhante realizado recentemente em Sidney, Austrália, com um voluntário do grupo de pesquisas do Dr. James Wilson, com quem, aliás, temos mantido alguns contatos e troca de informações. Infelizmente, o voluntário em questão nada pôde relatar, pois não recobrou os sentidos e permanece em estado de total inconsciência até o momento, ou seja, mais de três meses após o experimento.   Ao saber disso, o Professor Yole comentou que talvez o voluntário não houvesse podido encontrar o caminho de volta, o que nos deixou, a todos, bastante surpresos. Ao tentar nos explicar o motivo dessa extravagante opinião, o Professor Yole disse apenas que possivelmente o voluntário tenha aceitado o convite da voz e esta o levou para um lugar sem volta…

Como interpretamos os fatos

A interpretação que adianto nesse breve artigo é um resumo bastante sintético e que pretende servir apenas para saciar a curiosidade imediata dos leitores.

1- Com relação ao fenômeno propriamente dito, o auxílio dos mais sofisticados instrumentos científicos nada pôde esclarecer. Restou o fato incontroverso de que os nossos olhos são sensíveis às fulgurações e o nosso organismo reage positivamente ao seu influxo.  Por esse motivo, e em razão das experiências que descrevemos acima, estou convencido de que num passado distante, talvez desde a própria origem da vida na Terra, as fulgurações tenham sido bastante comuns e se manifestaram corriqueiramente durante eras, a ponto de os nossos olhos terem podido desenvolver a capacidade sensorial de percebê-las. Da mesma forma, proponho que o fenômeno, por alguma razão, deixou de manifestar-se durante os últimos quinze ou vinte mil anos, pelo menos. Essa suposição baseia-se no fato de não haver registro histórico direto das fulgurações. Pesquisa recente da Professora Ana Paula Ferro, do Departamento de Antropologia da UCV aponta para relatos de experiências oníricas rituais, semelhantes às intentadas por nós, entre tribos primitivas da América Central e que eram praticadas até a chegada da colonização espanhola. Os registros, entretanto, são escassos e não esclarecem a origem dos ritos nem fazem qualquer referência às fulgurações, o que leva a crer que estas deixaram de se manifestar muito tempo antes do homem adquirir suficiente desenvolvimento sócio-cultural para preservá-las na memória ancestral dos grupos humanos. Estou convencido, de fato, de que a manifestação do fenômeno é antes um retorno à normalidade do que algo completamente antinatural, como temos sido levados a acreditar. Talvez mesmo o hiato de algumas dezenas de milhares de anos, quando, conforme propomos, o fenômeno deixou de se apresentar, não seja nada mais que uma etapa natural de um ciclo de proporções cósmicas, momento de um processo de fluxo e refluxo.   

2- Quanto ao intrigante experimento do Professor Yole, tirante o fato irrecusável de que efetivamente as fulgurações propiciam as experiências oníricas especiais que relatamos, resta a questão de como devemos interpretar as explicações expressas pela voz por ele ouvida e, naturalmente, os estranhos e perigosos efeitos colaterais provocados pelo experimento. O professor Yole tem se recusado, prudentemente, a prolongar os seus sonhos especiais, que para ele passaram a ser corriqueiros após a experiência, de modo a evitar novos contatos com “a voz”. Segundo sua interpretação pessoal, trata-se de uma entidade dotada de realidade objetiva e não apenas fruto das projeções psíquicas que comumente ocorrem nos sonhos. Entretanto, é cedo ainda para afirmarmos qualquer coisa a  respeito e novas técnicas estão sendo desenvolvidas para que possamos repetir o experimento com maior segurança. Quanto à explicação apresentada pela suposta entidade, esta é ainda mais intrigante. De fato, comprovamos que o Professor não se expressa naturalmente daquela maneira e não compreende o que a voz quis dizer com “inteligências situadas fora do universo humano de interações”. Novas pesquisas realizadas pela professora Ana Paula Ferro apontam para uma série de fenômenos psíquicos correlatos e de há muito estudados e divulgados por associações para-científicas, sobretudo no que diz respeito àqueles popularmente conhecidos como “projeções astrais”. Seria longo, entretanto, avaliá-las todas aqui, ainda mais porque tais avaliações encontram-se na nossa mais recente publicação.

Para finalizar gostaria apenas de afirmar que, tanto para mim como para o grupo de pesquisadores com quem tenho trabalhado, cresce a convicção de que o fenômeno não é aleatório ou descabido, mas constitui-se efetivamente em uma forma desconhecida de energia capaz de proporcionar estranhos contatos com realidades extra-humanas. Um portal para o desconhecido. Se tal for comprovado abre-se um imenso campo especulativo sobre a origem da inteligência humana e, quiçá, da própria vida no planeta.

Como última sugestão aos leitores, recomendo vivamente que ninguém tente praticar o sonho especial de maneira prolongada em razão do extremo perigo que este representa.   

Serviço.

Vídeo-Livro: “Das Fulgurações Atmosféricas – Uma Abordagem Antropológica”. Janos Pelmonte e Ana Paula Ferro. Universo Multimídia Editora. Março de 2059. Disponível nos sistemas ALLHOL, Pentatronic, Holographos e H33Milenium. 

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